Foram transmitidos na TV os dois principais jogos na rodada da Copa do Brasil, Treze-PB X São Paulo e Murici-Al X Flamengo. Embate entre times do sudeste contra times do nordeste. Jogos que arrastam multidões aos estádios da região mais pobre do Brasil, vão lá aqueles torcedores gritar pelos seus times, muitas vezes, sua grande alegria, ou quem sabe, sua única alegria.
Dentro de campo, um confronto entre a zona mais rica e a mais pobre do Brasil. Os nordestinos, povo honesto e batalhador, gritam pelo seu time, e para a vitória, como forma de mostrar que sua região também existe, e, por mais que outros zombem, faz parte sim do Brasil. Quando o time do nordeste vence, é festa pela cidade, pra alegria da baiana , do capoeirista ou do repentista que vai comer muita carne de sol com macaxeira.
O São Paulo talvez seja o melhor exemplo de adversário. A equipe vem do principal centro econômico do Brasil, onde há muita riqueza espalhada por um enorme conglomerado urbano, infinitamente maior do que qualquer capital do nordeste. Vão então os jogadores são paulinos numa cruzada em direção a bem longe, numa terra bem mais pobre, onde o grito pelo time local é mais forte, exalta tudo o que o anfitrião nordestino sente por sua equipe e por sua região.
Existem os traidores, aqueles que negaram suas raízes e torcem por times do sudeste. Muitos nordestinos, muitos mesmo, abandonaram os clubes regionais e optaram pelo caminho do capitalismo futebolístico, escolheram as equipes das ricas marcas: Adidas, Nike ou de ricos patrocinadores. Na camisa do time anfitrião, provavelmente uma marca desconhecida, que quer muito uma câmera para alcançar a desejada visibilidade. Dentro do estádio, mais um embate entre as torcidas, de um lado os regionalistas e de outro os traidores, torcendo pelo time visitante, gritando muito alto por uma equipe que vem de bem longe.
Tanto Flamengo quanto São Paulo venceram seus jogos por 3 x 0 e não precisarão do jogo de volta na 1ª fase. Torci pelos times nordestinos, mas não deu, os jogadores de Treze e Murici não terão chance de mostrar mais uma vez seu futebol, e mostrar o patrocínio de suas camisas. Vida que segue, muita coisa ainda está para acontecer neste ano.
Dentro de campo, um confronto entre a zona mais rica e a mais pobre do Brasil. Os nordestinos, povo honesto e batalhador, gritam pelo seu time, e para a vitória, como forma de mostrar que sua região também existe, e, por mais que outros zombem, faz parte sim do Brasil. Quando o time do nordeste vence, é festa pela cidade, pra alegria da baiana , do capoeirista ou do repentista que vai comer muita carne de sol com macaxeira.
O São Paulo talvez seja o melhor exemplo de adversário. A equipe vem do principal centro econômico do Brasil, onde há muita riqueza espalhada por um enorme conglomerado urbano, infinitamente maior do que qualquer capital do nordeste. Vão então os jogadores são paulinos numa cruzada em direção a bem longe, numa terra bem mais pobre, onde o grito pelo time local é mais forte, exalta tudo o que o anfitrião nordestino sente por sua equipe e por sua região.
Existem os traidores, aqueles que negaram suas raízes e torcem por times do sudeste. Muitos nordestinos, muitos mesmo, abandonaram os clubes regionais e optaram pelo caminho do capitalismo futebolístico, escolheram as equipes das ricas marcas: Adidas, Nike ou de ricos patrocinadores. Na camisa do time anfitrião, provavelmente uma marca desconhecida, que quer muito uma câmera para alcançar a desejada visibilidade. Dentro do estádio, mais um embate entre as torcidas, de um lado os regionalistas e de outro os traidores, torcendo pelo time visitante, gritando muito alto por uma equipe que vem de bem longe.
Tanto Flamengo quanto São Paulo venceram seus jogos por 3 x 0 e não precisarão do jogo de volta na 1ª fase. Torci pelos times nordestinos, mas não deu, os jogadores de Treze e Murici não terão chance de mostrar mais uma vez seu futebol, e mostrar o patrocínio de suas camisas. Vida que segue, muita coisa ainda está para acontecer neste ano.
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