Os “patos”, ou seja, times mais fáceis de vencer, são mais raros na Taça Libertadores da América. Juro que não falo isso pela terrível noite de quarta-feira para o futebol brasileiro, em que quatro times nacionais foram eliminados e agora só o Santos representa o país do futebol nas quartas de final.
Há uns dois ou três anos que times oriundos de países com pouca tradição no futebol vem complicando a vida de brasileiros e argentinos. Recordo-me de um sufoco que o São Paulo passou para eliminar o Universitário do Peru no ano passado, pelas oitavas, foi nos pênaltis após dois empates em 0 a 0, e a imprensa toda dava como certa uma classificação fácil do tricolor paulista. Ou a própria LDU, hoje uma equipe respeitada e temida pelo futebol brasileiro, mesmo com toda a desculpa da altitude.
Eu também dava como certa a classificação do Cruzeiro nessa quarta, foi a eliminação que mais me surpreendeu. Perdeu pro Once Caldas da Colômbia, que já foi campeão sul-americano, mas cá pra nós, não é um grande time. Estava torcendo pela Raposa, por que gosto do Cuca, mas o cara é azarado mesmo em, e ainda agrediu o Rentería, talvez por ser difícil aceitar a desclassificação que parecia já garantida, e Deborah Secco na platéia assistindo tudo e lamentando a expulsão do marido Roger.
Penãrol não é pato, não acho que foi total surpresa eliminar o Inter, os times uruguaios sempre foram parada dura contra os brasileiros. O Fluminense foi apático e mereceu perder, para o Libertad. Já era esperada a eliminação do Grêmio pela derrota no jogo de ida.
A conclusão disso tudo é que a Libertadores, considerada uma competição difícil, tá mais complicada ainda, e não há mais espaço pra cadeira de acomodação, agora botem uma elétrica pros times se ligarem. A piada foi péssima, mas a idéia foi transmitida.
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