quarta-feira, 4 de maio de 2011

Morte, há muito tempo, é comemorada

Muitos estão criticando as celebrações estadunidenses pela “morte” do mais famoso inimigo do Tio Sam. Concordo com todos, acho errado saírem pelas ruas sorrindo e cantando pelo falecimento de um ser humano. No entanto, parece que não é de hoje que os Estados Unidos apreciam uma mortezinha.
É impressionante como o cinema dos “States” gosta de matar gente. Os de ação devem aniquilar uns 20, às vezes em uma cena uns 40 batem as botas. Não quero aqui bancar o politicamente correto, os filmes não são reais, mas creio que toda essa “mortalidade cinéfila” influencia no pensamento de uma população. E não apenas da sociedade estadunidense, mas de outros países, pela abrangência que os filmes do Tio Sam tem pelo mundo afora. Steven Seagal, por exemplo, deve ter perdido a conta de quantos figurantes já matou nas produções que atuou.
Botei morte entre aspas no 1º parágrafo porque ainda não acreditei na partida de Osama. Esse troço todo de DNA e foto não me convenceu. Já penso se o cara aparece vivinho da silva em alguma TV do Oriente Médio, o que vai ser do Barack? Este está decepcionando cada vez mais, mas queria ressaltar que, para aqueles que esperavam mudanças radicais no governo de Obama, é muito difícil se desvincular dos vícios de um governo anterior, no caso a terrível era Bush. O presidente dos EUA ganhou uma herança maldita e de peso de seu antecessor, tanto politicamente quanto economicamente. Bush instalou a política do medo e da tortura, e em quatro anos seria muito complicado Barack acabar com tudo que estava antes. Talvez em oito anos consiga.

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