segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O mundo dá voltas....

                                          Foto: UOL
                                             

 O rebaixamento de Vasco e Fluminense mancha e muito a história do futebol carioca que agora soma ao todo sete rebaixamentos, quatro com o tricolor das Laranjeiras, dois com o time cruzmaltino e um com o Botafogo. O único estado comparável seria São Paulo, também com quatro times grandes que ao todo somam apenas três rebaixamentos, dois com o Palmeiras e um com o Corinthians. A comparação é mais um exemplo da enorme diferença de organização, estrutura e profissionalismo dos times paulistas em relação aos cariocas, além da vasta diferença de competência entre as federações desses estados.
      Ao acompanhar os times envolvidos na luta contra o rebaixamento, lembrei da rodada final do Brasileirão 2009. Naquele ano, ao empatar em 1 a 1 com o Coritiba no Couto Pereira, o Fluminense escapou da segundona e rebaixou o Coxa. Quatro anos depois, foi o Coritiba que rebaixou o Fluminense, já que o time paranaense venceu o São Paulo por 1 a 0 em Itu. Por isso, mesmo vencendo o Bahia em Salvador, o tricolor das Laranjeiras foi rebaixado. Ou seja, a situação se inverteu, antes o Fluminense tinha rebaixado o Coritiba e agora o Coxa que rebaixou o time carioca.
       O Vasco também sofreu uma situação um pouco parecida. Em 2004, os cruzmaltinos escaparam do rebaixamento ao vencer o Atlético-PR na penúltima rodada  e assim tiraram o título brasileiro do Furacão, que estava praticamente assegurado e que acabou na mão do Santos. No jogo seguinte entre Vasco e Atlético-PR, no 1º turno do Brasileirão 2005, havia um clima de vingança, e os paranaenses venceram pelo placar humilhante de 7 a 2 em Curitiba. No entanto, essa goleada nem rebaixou e nem tirou um título dos cruzmaltinos. A verdadeira vingança veio ontem, com mais uma goleada, 5 a 1 para o Furacão em Joinville e que resultou no segundo rebaixamento da história do Vasco. Se há 9 anos atrás, foi o time da colina o grande carrasco do  Furacão, a história agora se inverteu.
           Não vou comentar sobre o lamentável episódio de briga de torcidas em Joinville. Cansei, é sempre a mesma coisa, e nada muda. O que me deixa aliviado é saber que em julho do ano que vem não vamos ter Copa do Mundo no Brasil.
           O Botafogo conseguiu pela primeira vez em sua história terminar no G4 de um campeonato brasileiro de pontos corridos. Agora, tem que torcer para que a Ponte Preta não vença o Lanús na quarta-feira pela final da Copa Sul-Americana. Se vencer, o time de Campinas garante lugar na Libertadores e tira a vaga do Fogão . Na primeira partida no Pacaembu, empate em 1 a 1, o que dificultou a situação da Macaca por ter que decidir o título fora de casa. Deve-se lembrar que na final não existe o critério gol fora de casa, e qualquer empate no segundo jogo leva para a prorrogação e se persistir, pênaltis. O fantasma do “tem coisas que só acontecem com o Botafogo” novamente assombra, pois após longo tempo tentando acabar o Brasileirão no G4, o alvinegro finalmente consegue, mas agora a vaga está ameaçada pela surpreendente Ponte Preta.


Nenhum comentário:

Postar um comentário