sábado, 31 de janeiro de 2015

Dica de Filme do blog: Boyhood, a primeira sugestão!!

                                                
                                    Foto: Wikipédia


 Amigos, aos poucos vou voltando a atualizar o blog, mas ainda não há uma regularidade, porque um novo conteúdo depende muito da minha inspiração para escrever textos próprios, e por isso não há posts diários ou semanais. Acho que se depender de minha inspiração, não haverá uma frequência certa, por isso decidi reservar um espaço para dicas, de cinema, literatura, música e por aí vai. Minha primeira ideia sobre esta nova seção é falar de cinema, e de produções que me marcaram e que acho válido compartilhar aqui com os leitores. Todo sábado vou falar de um filme, e como a sétima arte é um assunto muito extenso, acho que esta seção vai durar muito.
 O primeiro da lista de sugestões é uma produção recente e original, e considerado um dos melhores filmes de 2014: "Boyhood", dirigido por Richard Linklater. Recomendo este longa-metragem mais pela maneira como foi feito do que pela história em si. Foi filmado entre 2002 e 2013 e acompanha o crescimento do garoto Mason (interpretado por Ellar Coltrane) dos seus 6 até 18 anos, e conta também no elenco com a filha do diretor, Lorelei Linklater, no papel da irmã mais velha de Mason, Patricia Arquette (protagonista da série “Medium”) no papel da mãe do garoto e Ethan Hawke no papel do pai.
Um fator interessante da produção é que não existem marcações temporais avisando qual o ano ou qual idade do protagonista. O público percebe a passagem do tempo por meio das transformações na aparência de Mason e de sua irmã. Outra forma de perceber essas passagens são as músicas tocadas ou filmes citados. Em 2002, a trilha sonora passa por músicas como "Anthem Part II", do Blink 182, ou "Yellow" do Coldplay, em 2010 toca “Telephone” de Lady Gaga e Beyoncé ou “Somebody that I used to know”, de Gotye e Kimbra. Em 2009, podemos deduzir o ano pela conversa sobre o filme “Trovão Tropical”.
 A história em si como disse não é nada original, mostra os problemas e momentos felizes da infância e adolescência. Desde o início, os pais de Mason são separados e ele tem que lidar quando criança com um padrasto chato, mandão e que tem problemas com a bebida. Quando adolescente, sua mãe se casa com um ex-militar um pouco preconceituoso e que gosta de estabelecer regras. A história não chega a ter um antagonista, mas os padrastos é que mais trazem angústia e irritação ao protagonista.
Ellar Coltrane disse em entrevista que não lembra de ter filmado as cenas de "Boyhood" quando tinha 6 anos. Os cortes de cabelo foram definidos pelo próprio ator, e que todas as outras mudanças em sua figura, como furos na orelha, tiveram a permissão do diretor que disse que Coltrane tinha liberdade de fazer o que quiser com sua aparência.
                O filme foi muito aclamado pela crítica e foi o principal vencedor do Globo de Ouro 2015, ganhando nas categorias melhor drama, melhor diretor e melhor atriz coadjuvante para Patricia Arquette. No Festival de Berlim 2014, ganhou o prêmio de melhor diretor e no Critics Choice Awards 2015 ganhou na categoria melhor diretor, melhor ator revelação (Ellar Coltrane) e melhor atriz coadjuvante novamente para Arquette. Com toda essa repercussão, vale a pena ver, não deixe de conferir!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Van Halen, a minha bola da vez!

Acho que todo mundo tem uma banda "do momento", ou seja, que você está escutando mais em um determinado período. Algumas canções desse conjunto  “do seu momento” você bota para tocar várias vezes ao dia, não consegue parar de ouvir. No meu caso, a bola da vez é um conjunto muito conhecido e muito bom: Van Halen! A banda de hard-rock foi formada em 1974 na Califórnia pelos irmãos Alex Van Halen (bateria) e o gênio fodástico Eddie Van Halen (guitarra), além de Michael Anthony (baixo) e David Lee Roth (vocal). O álbum de estreia, “Van Halen”, de 1978, já foi um sucesso, mas chamo a atenção principalmente para outro trabalho, um dos CDs mais bem-sucedido da banda em termos de crítica e venda:  “1984”, lançado em 1984 e que tem as ótimas canções “Jump”, “Panama”, “Hot for Teacher” e “I´ll Wait”. 
Também em 1984 Eddie Van Halen e David Lee Roth se desentenderam e o vocalista deixou a banda, sendo substituído no ano seguinte por Sammy Hagar. Mesmo com a mudança, Van Halen seguiu sua trajetória bem-sucedida com o público e comercial, o primeiro álbum com  Hagar, "5150", de 1986, foi o primeiro do grupo a chegar ao topo do ranking de vendas. Com este vocalista, destaco as músicas “Dreams”, “Top of the world” e “Poundcake”. O talento de Hagar é inegável como cantor e ele tinha muito carisma com o público, mas o problema é que com a mudança de vocal o som do Van Halen ficou mais “meloso”. Perdeu um pouco a essência vibrante de antes, e as canções eram mais paradas, menos contagiantes, mais baladas e menos rock. Em 1996, por divergências com outros integrantes, Hagar deixou o Van Halen.
No mesmo ano, Roth se reuniu com a banda e gravou duas músicas, mas depois de uma discussão com Eddie no MTV Music Video Awards, foi anulada qualquer possibilidade de volta do primeiro vocalista naquele momento. Gary Cherone foi anunciado como novo cantor, mas não deu certo, e eu nunca tive muita paciência para ouvir alguma coisa dele com o Van Halen. Com esse vocalista, lançaram o álbum Van Halen III, em 1998, um fracasso comercial, e no mesmo ano Cherone deixou a banda.
Após esta saída, houve algumas reuniões, mas em 2005 o baixista Michael Anthony deixou o grupo e para seu lugar entrou, em 2006, o filho de Eddie Van Halen, Wolfgang Van Halen, que na época só tinha 15 anos!  Em 2007 anunciam uma nova turnê com David Lee Roth de volta, e em 2012 lançam um novo álbum depois de 14 anos, intitulado “A Different Kind of Truth”, do qual eu gostei muito, conseguiram retomar o hard rock empolgante do começo, destaque para as faixas “She´s The Woman” e “China Town”.
Na torcida para que os caras algum dia voltem para o Brasil. A única vez que vieram para o País foi em janeiro de 1983, eu não era nem nascido. Quando minha bola da vez na música mudar eu posto aqui qual é a banda.

                                   
1ª formação do Van Halen, da esquerda para direita: Eddie Van Halen, David Lee Roth, Michael Anthony e Alex Van Halen. Foto: renovasonline.com
Formação atual do Van Halen, da esquerda para direita: Alex Van Halen, David Lee Roth, Eddie e Wolfgang Van Halen. Foto: Rolling Stone


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O vício



                                Foto: Wikipédia


Será que todos temos vício? Talvez. Antes me orgulhava de não ter algum daqueles vícios nocivos, como cigarro, bebida, drogas. Nunca fumei cigarro na vida, beber eu bebo, mas só fim de semana, ou quando vou num barzinho, raramente ingiro bebida alcoólica em casa. Drogas? Jamais. Ficava bem quando lembrava que não tinha essas rotinas. Mas na verdade tenho: o açúcar. Esse é um vício. Se tiver algum chocolate, biscoito, bolo, doce em casa, era difícil me controlar. Tenho conseguido me segurar mais atualmente, antes devorava rápido . Mesmo assim , não me curei do vício, porque a vontade está na sua mente e não só em suas ações. Meu desejo por doces nunca vai acabar, ou será que vai?
Com as bebidas doces, também há um vício. Já bebi muita Coca-Cola, refrigerantes em geral, gosto daquele Mate Leão de garrafa que é muitíssimo doce, além desses sucos de caixa e Guaravita. Mas, voltando ao refrigerante, era uma fixação, mas consegui diminuir. Agora só em reuniões familiares e tal. Não que eu tenha parado totalmente de beber Coca-Cola, Guaraná Antártica e tal, mas não vou ser aquele que vou comprar ou que vou pedir, porém, se me oferecerem, acho difícil recusar, como disse, os vícios estão na sua mente e não em suas ações.
 Voltando ao outro pensamento, antes me orgulhava de não ter nenhum vício nocivo: cigarros, bebida, drogas. Mas o consumo de muito açúcar também pode ser danoso, não faz bem para saúde, pode-se pagar a conta lá na frente. Vou tentar diminuir, mas não totalmente, o que será será....

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Pra que...se lamentar....

                                           
http://thorapourenfant.blogspot.com.br/


                  Lamentos. Antes já fiz muitos, hoje me arrependo.  Não exaltava a vida que tinha, ter comida na mesa, cama para dormir, escola boa para estudar. Não me importava com isso, queria mais,  muito mais do que tinha, mas o que eu tinha já era muito. Hoje, sei que estava errado, me arrependo destas reclamações, hoje não gosto de reclamar da vida, de me lamentar, tenho mesmo é que correr atrás. Quem pode se lamentar é quem não tem nada, que não tem o que comer, que vive no meio do tiro cruzado, que não tem pai nem mãe, que vive em meio a guerras, tragédias, doenças, miséria e fome. Com tanta gente assim , eu me sinto sem nenhum motivo para reclamar. Reclamar para que? Tenho é que correr atrás, superar minhas preguiças.
         Uma vez fui compartilhar este meu pensamento com outras pessoas de classe média. Elas reclamavam muito da vida. Disse que não deviam reclamar. Elas não gostaram do meu comentário, ficaram irritadas. Será que sempre devemos falar o que pensamos, ou, para evitar confusões, não devemos falar? Naquela hora falei, e o comentário quase que estragou a noite.
           Há muito tempo atrás, me lamentava das coisas que não tinha. Mas nunca lamentei sobre a minha pessoa.  Tenho vários defeitos, mas nunca me lamentei de quem eu sou. Muitas pessoas fazem isso, gostam de se lamentar sobre eles mesmos,  querem falar que são piores. Eu mesmo me sinto pior várias vezes, mas nunca me lamento. Sentiria-me mal se fizesse. Não queria que ninguém me consolasse após esses lamentos.  E para os que se lamentam, acho que o mundo é muito cruel para ouvi-los. Há pessoas do bem, mas há pessoas ruins que sempre irão zombar das reclamações. Não peça por pena, porque dificilmente você vai conseguir.
        Para mim, não tenho muito o que lamentar, mas agora também não tenho muito o que me gabar, vida que segue.