sábado, 28 de fevereiro de 2015

Dica de filme: Ben Hur

                                                            Foto: Wikipédia

Esse é um filme das antigas, de 1959, mas que vi somente esse ano. Já tinha ouvido falar, pois foi uma megaprodução, de 12 indicações ao Oscar ganhou 11 prêmios, incluindo melhor filme, melhor diretor (William Wyler), melhor ator (Charlton Heston), melhor ator coadjuvante (Hugh Griffith) e melhor fotografia. Tal recorde só foi alcançado em 1998, por Titanic, e depois Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, em 2004.  O filme conta a história de Judah Ben-Hur (Charlton Heston), que vive na província romana de Judeia no tempo de Jesus. Ben-hur é oriundo de uma família rica, e vive com sua irmã e mãe. O protagonista reencontra um grande amigo de infância, Messala (Stephen Boyd),  que agora é  chefe da legião romana em Judeia. Ben-Hur não aceita  o controle dos romanos por isso se desentende com seu antigo “brother”, e por isso Messala o condena à escravidão e Judah diz que um dia irá se vingar.
Ben-Hur inicialmente é enviado como escravo a uma frota romana para trabalhar como remador. Depois de uma batalha, salva um importante membro da legião, consegue sua liberdade e vai para Roma. Depois segue para Judeia para reencontrar sua família e se vingar de Messala.
O longa-metragem é um drama épico bíblico e tem duração de 3h42m, mas eu não me preocupei, vi tudo em um dia sem parar. O roteiro é baseado no romance de Lew Wallace, também intitulado Ben-Hur. Outro filme com mesmo nome e história foi produzido em 1925, mas era mudo.  Na época, fim dos anos 50, Ben-Hur teve um orçamento surpreendente, 15 milhões de dólares e também impressionou pelos sets que reproduziam fielmente cidades do passado, como Jerusalém e Roma. Algumas cenas também foram marcantes pelo seu realismo, como a batalha de barcos entre frotas romanas contra piratas da Macedônia e a corrida de bigas onde o protagonista quer de todas as formas vencer Messala.
Ao pesquisar um pouco sobre este filme, descobri que em 2016 teremos outro filme Ben-Hur, com Rodrigo Santoro como Jesus, Jack Huston no papel principal  e com Morgan Freeman no elenco. A história será diferente, vai mostrar os primeiros anos da vida do protagonista e de Messala, ao mesmo tempo em que foca a jornada de Jesus Cristo e sua condenação por Pilatos. Será que vai ser legal essa nova produção? Veremos, mas a antiga vale a pena ver!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Dica de filme: Encurralado

                                               
Foto:http://www.streetcustoms.com.br/

            Sábado é dia de falar de um filme. Minha dica de hoje acho que poucos conhecem, foi o primeiro longa-metragem dirigido por Steven Spielberg, que se chama Encurralado, de 1971. Estava pesquisando um pouco mais da carreira do realizador de E.T, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Jurassic Park, dentre tantos outros sucessos, e acabei encontrando Encurralado, de roteiro simples mas instigante, que não deixa o espectador sair da cadeira.
            O filme foi dirigido por um jovem Spielberg, que tinha menos de 25 anos na época. Conta a história de David Mann, interpretado por Dennis Weaver, que vai para o trabalho com seu carro, percorrendo as estradas da Califórnia. De repente, Mann começa a ser perseguido por um caminhão, sem razão nenhuma para isso. Inicialmente, parece uma brincadeira, mas tudo começa a ficar mais sério quando o protagonista descobre que o caminhoneiro quer realmente destruí-lo. Assim, se desenha a trama instigante desse filme, em que normalmente o público torce para que Mann consiga se livrar do seu perseguidor louco.
            Não acho que todos os filmes que Spielberg dirigiu foram bons, mas o cineasta norte-americano conseguiu manter uma média muito boa. E ao assistir Encurralado, descobrimos que não só as produções de de grande bilheteria valem a pena ser contempladas, há outras realizações menos conhecidas que também são válidas de se ver. Este filme que aqui citei está disponível no Youtube, infelizmente é dublado, mas mesmo assim vale a pena: https://www.youtube.com/watch?v=CPAWN6-G4nM

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dica de filme: Feliz Natal





                                                           
Foto: www.gazetadopovo.com.br 



                  Esse filme eu descobri por acaso, tinha ido na locadora tentar alugar outro título que estava em falta e acabei o escolhendo. Foi uma decisão certa, "Feliz Natal", 1º longa-metragem de Selton Mello na direção, te prende na cadeira, principalmente pela forte dramaticidade que conduz a trama. O protagonista Caio (Leonardo Medeiros, na foto acima) teve uma vida irresponsável no passado, dando muito trabalho a seus familiares. No presente, ele vive tranquilamente em uma cidade do interior e está casado. No natal, ele retorna para a capital para reencontrar a família na casa de seu irmão Theo (Paulo Guarnieri). Seus parentes não esperavam pela vinda de Caio, e o rencontro se desenvolve de maneira fria. A esposa de Theo, Fabiana (Graziella Moretto) tenta segurar o casamento que está em crise, e tenta receber bem seu cunhado mas durante o filme não conseguimos compreender se ela realmente gosta de Caio. Os pais do protagonistas estão separados, e sua mãe Mércia, interpretação incrível de Darlene Glória, tem problemas com a bebida. Mércia nutre ódio por Miguel, seu ex-marido e pai de Caio e Theo, e o antigo casal protagoniza uma acalorada e instigante discussão durante a confraternização de natal. Miguel, muito bem interpretado pelo ator Lúcio Mauro, rejeita Caio como filho mas o protagonista tenta por mais de uma vez o perdão de seu pai. 
                  Aos poucos, o passado de Caio vai se revelando mais e mais, e este é o grande fio condutor da história, principalmente quando o protagonista reencontra os amigos da época de irresponsabilidade. Os confrontos familiares também são um elemento essencial deste filme, que não teve muita repercussão, como disse, encontrei por acaso, mas acho que vale a pena ver.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Bola da vez: Sempre The Police!

                                             Foto: http://www.saluzzishrc.com/

             Vou te falar de uma banda que realmente sou fã, The Police! Sou apreciador da música desses caras, fui no show deles em 2007 no Maracanã e ouço as canções do grupo com frequência. Destaque também para o talento de seus integrantes, o vocalista Sting além de ótimo compositor toca baixo elétrico com muita competência, o guitarrista Andy Summers tem uma incrível habilidade nas cordas e se destacou pela inovação ao trazer riffs de reggae que fortaleceram a sonoridade da banda. O baterista Stewart Copeland impressionava não pela originalidade nas viradas e batidas, mas sim pela maneira precisa e veloz com que as executava e por isso foi eleito pela revista Rolling Stone em 2010 como 11º melhor baterista de Rock N´Roll da história.
The Police foi formado em 1977 na Inglaterra e ficou em atividade até 1984. As divergências entre os integrantes foram o principal motivo para o término. Sting, como membro mais talentoso, tomava cada vez mais o controle dos rumos musicais do grupo, o que irritava os outros integrantes, principalmente Copeland. Algumas músicas do baterista foram integradas nos álbuns, mas todos os sucessos foram obra do vocalista, e realmente o nível de composição de Sting é muito superior ao de seu ex-companheiro de banda.
Gravaram cinco álbuns de estúdio, Outlandos d´ Amour (1978), Reggatta de Blanc (1979), Zenyatta Mondatta (1980), Ghost In The Machine (1981) e Synchronicity (1983). Destaque para o terceiro disco, que tem os hits “Don´t Stand So Close To Me” e “De Do Do Do, De Da Da Da”, além das boas músicas “Bombs Away”, “Voices Inside My Head” e “Canary In A Coalmine”. O quinto álbum Synchronicity é considerado o melhor da banda, e emplacou sucessos como “King Of Pain”, “Synchronicity II” e a canção mais famosa do grupo: “Every Breath You Take”. Os outros discos não têm a mesma consistência, mas oferecem músicas interessantes e lançaram alguns outros hits, como “Message In A Bottle”, “Walking In The Moon”, “Every Little Thing She Does Is Magic” e a inesquecível “Roxanne”.
 The Police está longe de ser uma unanimidade, apesar de vários sucessos lembrados até hoje, muita gente no Brasil não curte o som dos caras. Acho que o que distanciou a banda da aclamação total nos dias de hoje foi que eles não eram totalmente do rock, pois incluíram elementos do reggae, jazz, punk e pop, e isso não agradava muito o pessoal que curtia as bandas de rock que se consagraram nos anos 60 e 70. Mas talvez não tenha sido esse o motivo, não posso dizer ao certo. A curta duração do grupo também dificultou uma maior repercussão, foram apenas sete anos, e mesmo que sejam lembrados até hoje o The Police não está incluído nas listas de melhores bandas de todos os tempos.
Em 2007, o grupo anunciou sua volta com uma turnê que durou até o ano seguinte passando pelo Brasil com um show no Maracanã que como disse, estava presente. Infelizmente, nesta retomada não ouve nenhum álbum novo, nem um single.  Copeland afirmou que a banda nunca mais se reunirá, para minha tristeza, mas pelo menos os caras deixaram um material que indico ser ouvido!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Dica de filme: 4 meses, 3 semanas e 2 dias


Amigos, tinha dito que a seção “Dica de filme” seria feita aos sábados, mas amanhã vou viajar e só volto na segunda-feira e por isso faço este post hoje. Minha dica vem da Romênia, com o interessante e premiado filme “4 meses, 3 semanas e 2 dias”. Nunca imaginei que um dia iria assistir a esse filme, mas o momento venho, quando eu cursava a disciplina “Ficción Audiovisual” (Ficção Audiovisual) na Universidade de Coruña, na Espanha, no tempo em que estudei lá por meio de um intercâmbio da UFRJ. Nesta disciplina, víamos produções de diferentes países e por ali que vi pela primeira vez um filme romeno.
 O longa-metragem, lançado em 2007 e dirigido por Cristian Mungiu, é ambientado na Romênia no fim dos anos 80 quando a ditadura de Nicolae Ceausescu estava terminando. Conta a história de duas amigas, Otilia  e Gabita, que dividem um quarto de alojamento na universidade. Gabita está grávida e conta com a ajuda de Otilia para tentar realizar um aborto, algo ilegal no país.  Por isso, reservam um quarto de hotel onde recebem um tal de Sr Bebe para fazer o trabalho. Quando se encontram para iniciar o serviço, Bebe descobre que a gravidez de Gabita está mais adiantada do que o informado, e por isso o homem cobra algo a mais do que o estabelecido para as moças, cobra algo que elas não esperavam.
                 O curioso do filme é que a protagonista da história é a personagem não que está grávida, Otilia, que além de tentar ajudar a amiga ainda enfrenta as dificuldades de um relacionamento com um jovem rapaz. O filme foi premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes 2007 e vale muito a pena ver!


                                         
Foto: Wikipédia