terça-feira, 22 de setembro de 2015

Calçadamol

         
                                                      Foto: Jornal Extra


          Gosto muito dos neologismos brasileiros, principalmente quando são originários de expressões da nossa língua.  No Brasil, fala-se muito o “se manca”, quando queremos que outro indivíduo perceba que está agindo errado, ou que está sendo inconveniente. Desta expressão, surgiu o maravilhoso “semancol”,  uma brincadeira com o sufixo “ol”, presente em nome de remédios. Ou seja,”semancol”  é uma medicação imaginária que a pessoa toma para “se mancar” do erro que está cometendo. Quem nunca ouviu: “fulano está precisando tomar semancol”.
Agora, eu quero um criar um neologismo, e que está ligado com o “semancol”. É o “calçadamol”. A pessoa toma, e aí percebe que está atrapalhando a passagem. Seria bom, principalmente no bairro de Botafogo, onde os pedestres andam em trechos tão curtos. É uma grande irritação quando uma pessoa para na calçada para conversar ou ver a vitrine de uma loja! Nunca gritei com ninguém que tenha feito isso, mas às vezes tenho vontade! Que falta de bom senso! Queria dizer assim: “se manca, vai tomar um semancol, quer dizer, vai tomar um calçadamol!”.

sábado, 19 de setembro de 2015

Dica de filme: Shame

                           Foto: http://www.parpite.com.br/


Shame, de 2011, é o segundo longa-metragem de Steve McQueen (primeiro diretor negro a vencer o Oscar de Melhor Filme com “12 anos de escravidão”, também vencedor nas categorias de Melhor Atriz coadjuvante, Lupita Nyong'o, e Melhor Roteiro Adaptado na edição de 2014). Shame não teve a mesma repercussão de “12 Anos de Escravidão”, mas foi selecionado para vários festivais e Michael Fassbander recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza.
Fassbander interpreta um bem-sucedido publicitário que vive em Nova York sozinho em seu próprio apartamento.  Parece que tudo corre bem em sua vida, exceto por um problema, ele é viciado em sexo. Por isso, está sempre tentando saciar seus desejos, seja com prostitutas, ou garotas que conheceu em bares ou no trabalho, e por meio da pornografia na internet. No entanto, seu frequente assédio a mulheres pode lhe acarretar problemas. A situação piora ainda mais quando sua irmã (Carey Mulligan) resolve morar com ele. A personalidade de ambos é contrastante, enquanto ela é mais agitada, ele, apesar de suas perversões, é uma pessoa mais calma. Por isso, a convivência entre os dois ocasiona conflitos.
O filme possui um roteiro interessante e impressiona pelas fortes e realísticas cenas de sexo.  Além disso, conta com ótimas intepretações de Carey Mulligan e Michael Fassbender,  ator presente nos três longas de McQueen. Comparando com “12 anos de escravidão”, vejo Shame mais original e por isso mais capaz de prender o espectador. Mas o filme vencedor do Oscar aborda questões da história norte-americana, ponto muito favorável quando se disputa a estatueta.  Ouvi falar de Shame em uma conversa de bar com amigos em 2012 e no mesmo ano eu assisti. Dois anos depois  descobri que fora realizado por McQueen. Enquanto esperamos pelo próximo trabalho desse cineasta, vamos dar uma olhada neste longa-metragem que aqui recomendo!

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Já parou pra pensar?






Já parou para pensar que pra sair de casa você tem que estar vestindo roupa? E que se não sair desse jeito podem te prender. Já pensou que anos e anos atrás pessoal quase não usava roupa? Agora usa-se, até demais, usa-se vários tipos de sapatos, camisa, calça, short. Já parou para pensar que hoje sem luz elétrica você não vive? Ou melhor vive, mas sua vida vai ficando muito difícil. E que no passado nem luz de vela existia?  E essa coisa que se chama internet, já pensou em viver sem ela? Hoje fica difícil. Celular nem se fala, se você não tem....
Já parou para pensar que antes nós humanos nos comunicávamos por escrituras nas pedras? E hoje, nos comunicamos por grupos de WhatsApp, e quem não tem esse aplicativo já começa a ficar excluído de tudo. Antes, era o  MSN ou ICQ, e daqui a pouco, um novo aplicativo vai ser criado, e que não o tem, babou...
Já parou para pensar que antes o casamento era forçado, especialmente em épocas medievais, a princesa tinha que casar com o príncipe ou vice-versa. Anos atrás, o matrimônio era a única forma de relação entre homens e mulheres (além é claro das traições). E que hoje, há relações muito além do casamento: ficantes, peguetes, namorada, mulher com quem você tá saindo e por aí vai, e sempre novas formas serão criadas.
Já parou para pensar sobre a água, que coisa estranha que ela é, sem gosto, sem cor, mas vital para nossa sobrevivência. Parou para pensar que você tem que pagar para tê-la, mesmo ela sendo tão necessária?
E o tempo? Isso você nunca parou para pensar? Nunca te estranhou que nosso tempo é divido em horas, dias, semanas, anos e tanto mais. Que hoje é terça-feira, depois quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira, sábado e domingo e que sempre será assim, não só no Brasil. Em outros países ocidentais temos uma semana que é divida em sete dias. Será que é o tempo que passa rápido? Ou somos nós que o fazemos passar tão rápido, com todas essas divisões? Uma coisa é certa, o tempo não volta. E só nos damos conta disso quando paramos para pensar.
Já parou para pensar que você tem que ter um nome? Se não tiver, quem será você? Não só nome, mas sobrenome e data de nascimento. E que você tem uma idade, medida pelos anos que viveu, e que quando completar mais um ano de vida, todos vão te dar presentes e cantar parabéns.
Já parou para pensar em nossas origens e o que somos hoje?  Na Pré-História, morávamos nas cavernas, para se esconder do frio, acho que éramos todos iguais. Agora são tantas divisões. Somos classificados por nacionalidades, língua, religião, etnia, ideologia política, capitalistas ou comunistas. Já parou para pensar que muitas vezes nos matamos só porque outra pessoa pensa diferente, tem outro tipo de fé, outra cor de pele ou outra nacionalidade?
Já parou para pensar na existência do dinheiro? Nunca parou para pensar que a vida seria tão mais fácil sem este quesito?
E no seu corpo, já parou para pensar? Não é estranho que tenhamos doenças? O nosso próprio corpo, querido corpo, que nos abriga, em muitas vezes se volta contra nós mesmos. Pode ser uma revoltazinha de leve, como febre. Ou algo pior, como diabetes. Ou fatal, como câncer, infarto ou AVC.  Não é estranho que podemos morrer por causa do nosso próprio corpo?
Já parou para pensar em você mesmo? Que você é humano, e que se não fosses, não poderia estar lendo isso? Que humanos existem, e que muito do que está em nosso redor só foi possível pela nossa sobrevivência? Que filmes, desenhos animados, lendas, mitos, profecias, invenções, armas, tudo isso pode nos assustar, mas tudo foi criado por nós mesmos? Que tem tanta coisa no mundo que é tão difícil de explicar, mas que os próprios humanos que criaram? Ou tantas invenções que nos surpreendem, com altas tecnologias, mas que foram feitas por gente como a gente?  E qual teria sido o rumo da Terra se não existissem os humanos? Nunca iríamos saber. Mas, só nós, humanos, podemos parar para pensar essa questão, então, se não existíssemos, ela nunca teria sido colocada em pauta.
Aliás, já parou para pensar que, se não fosses humano, não poderias parar para pensar?


domingo, 13 de setembro de 2015

Dica de filme-Ran

                                 Foto: http://filmesegames.com.br/

(Amigos, dica de cinema sempre sai aos sábados, mas ontem estava atarefado e só pude escrever hoje).
Filme de 1985 dirigido pelo mestre Akira Kurosawa, Ran tem como enredo o Japão do século XVI, onde o senhor feudal Hidetora, patriarca do clã Ichimonji, decide dividir seu reino entre os três filhos Taro, Jiro e Saburo. Taro, o mais velho recebe o Primeiro Castelo, que é o centro do poder, enquanto Jiro e Saburo recebem respectivamente o Segundo e Terceiro Castelo. Hidetora se intitula o “Grande Senhor”, mantendo assim seus privilégios, mas sem a obrigação de cumprir as funções de antes.
         O “Grande Senhor” espera que seus filhos se ajudem nesta nova fase, mantendo as conquistas da família. Porém, a fraternidade é logo quebrada quando Saburo passa a criticar tanto o pai quanto o plano de divisão de posses, pois não acredita que os irmãos vão ser fiéis ao patriota. Hidetora fica furioso, mantém seu plano e bane Saburo. Logo, os laços familiares acabam e começa uma batalha por poder, enlouquecendo o “Grande Senhor”, que passa a vagar pelos campos acompanhado do servo Tango e de Kiyoami, o Bobo.
         O filme então vai narrando as batalhas pelo domínio do feudo, causadas principalmente pela ambição de Kaede, esposa de Taro e que manipula os irmãos e busca vingaça contra Hidetora. Este destruiu a família de Kaede, ficou com os territórios antes pertencentes aos parentes da moça, que foi casada à força com o filho mais velho do patriarca, Taro.
       Ran, uma produção franco-japonesa, em grande parte de sua longa duração, 160 minutos, divide o foco entre o caminho percorrido pelo enlouquecido Hidetora, vagando por campos nipônicos, e as batalhas entre os irmãos ensandecidos por poder. O filme surpreende pela direção de arte, fotografia e figurino, quesito pelo qual venceu o Oscar de 1986.
       Talvez este longa não devesse ter uma duração tão extensiva, o que me cansou um pouco, mas, isso é relativo, outros espectadores podem gostar. A espera pelo desfecho na disputa pelo poder, aliado às ótimas cenas de batalha e a excelente direção do mestre Kurosawa tornam Ran uma produção que deve ser vista, um clássico do cinema nipônico que não pode passar despercebido.   

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Nostalgia na cabeça! Yu Yu Hakusho!



E dessas surpresas agradáveis que o Youtube nos proporciona, descobri vários episódios do anime Yu Yu Hakusho, que passou na Rede Manchete entre 1996 e 1999 e retornou com nova dublagem no Cartoon Network em 2004. Na internet, vi os episódios com a dublagem brasileira, mas também com inglês norte-americano e as originais japonesas com legenda em inglês. O desenho conta a história de Yusuke Urameshi, adolescente problemático que morre para salvar uma criança de um atropelamento. O ato de Urameshi é inesperado, e por isso ele tem a chance de voltar à vida caso salve uma amiga de infância. Ele consegue retornar ao Mundo dos Humanos, mas com a condição de se tornar um Detetive Sobrenatural, lutando contra todos os monstros e demônios do Mundo das Trevas.
Yusuke passa a trabalhar para Koenma, filho do líder do Mundo Espiritual Enma Dayou. Em razão da ausência do pai, Koenma é quem cumpre as incumbências de seu progenitor, decidindo para onde os mortos devem ir. Após algumas tarefas realizadas, Yusuke é enviado para a seleção do novo discípulo de Genkai, uma humana com incríveis poderes. Porém, o grande objetivo de Urameshi nesta missão é encontrar e matar Lando, um youkai (classe de criaturas sobrenaturais) que coleciona doutrinas e mata seus mestres. O amigo de escola do protagonista, Kuwabara, também participa da competição e chega até as fases finais, demonstrando considerável energia e força. Urameshi encontra e derrota Lando e também se torna discípulo de Genkai, passando por um árduo treinamento. O desenho então segue as aventuras de Yusuke, Kuwabara, além de Hiei e Kurama, dois youkais que se aliam ao protagonista.
Yu Yu Hakusho, como a maioria dos anime, começou como mangá, escrito e desenhado por Yoshihiro Togashi e transformado em animação pelo Estúdio Pierrot. Não fez o sucesso estrondoso no Brasil se comparado a outras produções como Cavaleiros do Zodíaco ou Pokémon, mas é o desenho japonês que mais me marcou. Foi dividido em quatro sagas, a minha preferida é a do Torneio das Trevas, em que Yusuke e seus amigos participam de uma competição que reúne monstros e humanos. Eles entram no evento ao serem desafiados por Toguro, humano transformado em demônio que vendeu a alma para não envelhecer e preservar a força.
Esta é a segunda saga. A primeira mostra as tarefas de Yusuke para ter a confiança de Koenma. A terceira mostra a batalha contra Shinobu Sensui, um ex-Detetive Espiritual que deseja abrir um buraco enorme para a entrada de monstros no Mundo dos Humanos. Na quarta, Urameshi descobre ser filho de um dos três magos do Mundo das Trevas e vai encontrar seu progenitor que acaba morrendo. Logo, o protagonista cria um torneio para decidir quem vai controlar o Reino dos Monstros.
Um ponto interessante deste desenho é que a dublagem brasileira não foi muito formal, e volta e meia o protagonista usava gírias do nosso país como “rapadura é doce mas não é mole não” ou “eu tô na área hein, se derrubar é pênalti”. Em entrevista concedida para um evento de anime, disponível no Youtube, o dublador de Yusuke no Brasil, Marco Ribeiro, afirmou que em muitas ocasiões o texto em português terminava, mas os personagens na versão original japonesa continuavam a falar. Por isso, para preencher o que faltava, vinham as improvisações e assim eram incluídas expressões do nosso País.
Para quem tem saudade do tempo de criança, é só jogar Yu Yu Hakusho no Youtube que vários episódios vão vir. É uma boa distração quando você está de bobeira! Até a próxima! 

sábado, 5 de setembro de 2015

Dica de filme: O Amor Custa Caro

        Salve amigos do blog! Depois de um tempo ausente, retorno com mais vontade e inspiração para escrever! Foram cinco meses sem posts, mas espero que agora consiga retornar com regularidade! Antes da pausa, estava todo sábado escrevendo sobre algum filme que indicaria para ser assistido. Bom, hoje é sábado, então volto, e espero que com tudo, falando de uma obra da sétima arte. Hoje vamos com uma pouco conhecida, de 2003, mas que explora uma temática não muito falada no cinema: o lucro que o casamento pode te dar ou os prejuízos que causa.
     "O amor custa caro", dos Irmãos Coen, não é a produção mais famosa da dupla, mas acho um filme que te prende do começo ao fim. O personagem principal é Miles Massey (George Clooney), um advogado bem-sucedido na área de divórcios. Massey  tem como cliente Rex Rexroth (Edward Hermann), um ricaço que se encontra em apuros após ter sido flagrado traindo a esposa, que é ninguém menos que Marylin Rexroth (Catherine Zeta-Jones), uma mulher que busca a fortuna por meio de divórcios. Com a traição exposta, nos tribunais a esposa tem grandes chances de ficar com tudo que era de Rex.  
     Massey consegue salvar seu cliente no julgamento e Marylin não fica com nada da fortuna de seu ex-cônjuge.  Porém, o advogado se apaixona pela ambiciosa mulher, mas a paixão não o faz perceber que ele é a próxima vítima da golpista.
     O filme chama a atenção pela ótima atuação de Clooney, que consegue dar ao seu personagem um tom cômico, como em “Queime Antes de Ler”, outra parceria com os Coen. A temática de como o casamento pode arruinar as pessoas foi uma escolha interessante, que atrai o público, ainda porque é tratada de maneira engraçada, traço importante do trabalho dos irmão Joel e Ethan.
       Sábado que vem tem mais filme, e durante a semana, outros textos, sobre o que vier na cabeça.