Foto: http://filmesegames.com.br/
(Amigos, dica de cinema sempre sai aos sábados, mas ontem
estava atarefado e só pude escrever hoje).
Filme de 1985 dirigido pelo mestre Akira Kurosawa, Ran
tem como enredo o Japão do século XVI, onde o senhor feudal Hidetora, patriarca
do clã Ichimonji, decide dividir seu reino entre os três filhos Taro, Jiro e
Saburo. Taro, o mais velho recebe o Primeiro Castelo, que é o centro do poder,
enquanto Jiro e Saburo recebem respectivamente o Segundo e Terceiro Castelo. Hidetora
se intitula o “Grande Senhor”, mantendo assim seus privilégios, mas sem a
obrigação de cumprir as funções de antes.
O “Grande Senhor” espera que seus filhos
se ajudem nesta nova fase, mantendo as conquistas da família. Porém, a
fraternidade é logo quebrada quando Saburo passa a criticar tanto o pai quanto
o plano de divisão de posses, pois não acredita que os irmãos vão ser fiéis ao
patriota. Hidetora fica furioso, mantém seu plano e bane Saburo. Logo, os laços
familiares acabam e começa uma batalha por poder, enlouquecendo o “Grande
Senhor”, que passa a vagar pelos campos acompanhado do servo Tango e de
Kiyoami, o Bobo.
O filme então vai narrando as batalhas
pelo domínio do feudo, causadas principalmente pela ambição de Kaede, esposa de
Taro e que manipula os irmãos e busca vingaça contra Hidetora. Este destruiu a
família de Kaede, ficou com os territórios antes pertencentes aos parentes da
moça, que foi casada à força com o filho mais velho do patriarca, Taro.
Ran, uma produção franco-japonesa, em
grande parte de sua longa duração, 160 minutos, divide o foco entre o caminho
percorrido pelo enlouquecido Hidetora, vagando por campos nipônicos, e as
batalhas entre os irmãos ensandecidos por poder. O filme surpreende pela
direção de arte, fotografia e figurino, quesito pelo qual venceu o Oscar de
1986.
Talvez
este longa não devesse ter uma duração tão extensiva, o que me cansou um pouco,
mas, isso é relativo, outros espectadores podem gostar. A espera pelo desfecho
na disputa pelo poder, aliado às ótimas cenas de batalha e a excelente direção
do mestre Kurosawa tornam Ran uma produção que deve ser vista, um clássico do
cinema nipônico que não pode passar despercebido.

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