Blade Runner (1982). Foto: http://www.deolhonailha.com.br/
Mais
um ano que passa. E como passou rápido. Parece que o tempo se acelera cada vez
mais, porém, fica a pergunta, caso não tivéssemos todas essas marcações
(segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses) o tempo seria tão ligeiro? No
entanto, não podemos negar que o tempo passa, seja por uma ruga que aparece,
por aquela barba que cresce, pelo cabelo que desaparece, pelos hábitos
alimentares que mudam, pelo cansaço maior, por menos rancor ou orgulho, por
menos atitudes precipitadas, por ter uma mente mais aberta, pelo que você anda
escutando de música, pelo que você anda lendo, pelos filmes que você assiste,
por suas conquistas pessoais e tantas outras coisas.
Seja
com ou sem marcação do tempo, não se pode negar que o passar dos anos assusta.
Agora vamos para 2016! Quem nasceu em 2000 se tornou adolescente! Quem é de
1986 vai fazer 30 anos! Quem é de 2005 já tem 10 anos! Eu sou de 1989, e
pessoas que nasceram no mesmo ano que eu já são diretores de agências de publicidade,
músicos, roteiristas, advogados, engenheiros, profissões que sempre achei que
seriam exercidas por gente mais velha! A faculdade, antes um sonho, agora faz
parte do passado, de um passado muito bom, importante dizer.
Falando
de cinema, sempre me lembro de um dos filmes mais “futurísticos” de todos os
tempos, o clássico “Blade Runner-O Caçador de Androides”, de 1982, dirigido por
Ridley Scott e protagonizado por Harrison Ford. Na produção, Ford interpreta Rick
Deckard, um policial aposentado que deve voltar para cumprir uma missão: acabar
com um grupo de androides (replicantes) que conseguiu fugir para Terra. O enredo se passa em 2019, quando estas
máquinas humanoides são consideradas perigosas e por isso forçadas a trabalhar
em colônias fora de nosso planeta. Na época de seu lançamento, “Blade Runner”
teve críticas mistas e um desempenho ruim nas bilheterias da América do Norte,
mas hoje é considerado um dos melhores filmes já feitos. A produção surpreende
não só pelo enredo, mas também pelos incríveis efeitos visuais e cenários
modernos. Dentre as atuações, destaco a de Rutger Hauer, que interpreta o líder
do grupo de replicantes.
Eu
quis falar deste trabalho de Ridley Scott porque já estamos chegando perto do
ano em que supostamente se passaria, 2019. E, como em tantos outros filmes
futurísticos, ”Blade Runner” mostra carros voadores acessíveis a todos. Dei uma
pesquisada, e vi que há uma previsão de lançamento para 2016 dessa tecnologia,
mas isso não está certo, e mesmo se for, está longe de ser popular. Os
androides são outro elemento constante em “Blade Runner” e em outros filmes de
futuro, mas hoje pouco se comenta se essas máquinas realmente serão criadas.
Saindo
um pouco de “Blade Runner”, há também outro elemento presente nestas produções
a frente do tempo: os robôs (que não tem forma humana como os androides). Sim,
eu sei que já existem robôs, mas, diferente do que se mostra na Sétima Arte,
essas invenções estão longe de ser algo popular, ainda estão em fase de
desenvolvimentos e não há previsão de quando serão disponibilizadas para compra.
Acho
importante citar outra invenção muito presente no cinema que está longe de
existir: a máquina do tempo. Em alguns casos, os roteiristas não precisaram
avançar cem anos na frente. Em “De volta para o Futuro” o enredo acontece no
mesmo ano em que o filme foi lançado, 1985, com muitas viagens no tempo.
Passear por outras épocas é um grande sonho que tenho, mas ainda estamos muito
longe de alcançar tal proeza.
Não
posso deixar de mencionar outro elemento: alienígenas. Porém, não aparecem
somente em filmes futurísticos mas também nos que se situam tempos atrás e no
tempo presente. alguns aliens são bons, outros querem dominar ou destruir a
Terra, mas até hoje na vida real não há uma prova concreta que existam. É
impossível prever se um dia vão vir, mas serão eles a salvação para tudo que
estamos vivendo? Nosso planeta se afunda cada vez mais, pessoas sem água, sem
comida, a intervenção humana acabando com a fauna e a flora, guerras matando
indiscriminadamente, mortes causadas por religião, cor, raça e o dinheiro
prevalecendo sobre qualquer outro valor. Penso que só o inimaginável pode nos
livrar de todo esse caos e a vinda de extraterrestres talvez sirva para esse
objetivo. Uma das poucas coisas em que a nossa realidade e os filmes
futurísticos mostram em comum é o temor pelo que vai vir: “Blade Runner”,
lançado há mais de 30 anos, apresenta um futuro temeroso, superpopuloso e
tomado por pobreza, fome e poluição. E, do jeito que está, nosso mundo se
direciona para um colapso. Outras produções de Hollywood já alertam para este
rumo catastrófico, que sinceramente, não me parece que será alterado por
convenções climáticas. Pelo jeito, a única solução seria esperar pelo
inimaginável, mas será que ele vai vir?
Não
podemos parar o tempo, e 2016 já vai começar. Apesar de todos os problemas,
confiamos que um novo ano vai trazer novas esperanças.

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