quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Tantas celebrações



                                   
Carnaval: a mais longa das celebrações (Foto:https://blocodalaje.wordpress.com/)


     Em nossas vidas, a qualquer momento podemos comemorar.  As celebrações podem vir de diferentes formas, seja na maneira ou em seu período de tempo. Para os jogadores de futebol, há  variações. Ao marcar um gol em um simples jogo de 1ª fase de campeonato, a comemoração é curta, logo o torcedor e o jogador voltam a ficar sérios, pois a partida não pode parar. Caso o gol seja decisivo para um título, aí sim, a celebração será mais intensiva, mas, caso ainda tenho muito jogo pela frente, será breve também, pois as atenções logo se voltam para o adversário. Porém, se o gol é no último minuto, tudo vai junto e muito forte, comemoração do tento e do caneco.
      Em esportes que o escore é constante, como vôlei, basquete e tênis, a celebração é bem rápida, e só vai ser mais intensa quando o ponto é de campeonato. Fora do esporte, esses momentos podem ser diferentes. Podem ser curtos e de muito alívio, quando recuperamos algo importante: carteiras (com dinheiro, documento e cartão), celulares, Iphones. Ou de muito mais alívio e felicidade quando descobrimos que não perdemos um ente querido em uma situação preocupante. Há aquelas bem eufóricas, quando somos aprovados no vestibular, em um concurso público ou quando conseguimos um emprego. Essas três últimas valem mais do que apenas vibrar, pode rolar jantar fora ou muita cerveja em um bar.
     Há comemorações tradicionais, que não são muito longas, duram um dia, como nosso aniversário, o Natal e a Páscoa. Há também as festas juninas, presentes em um determinado período do ano, mas que considero curtas, pois, apesar de no Brasil e no mundo serem realizados muitos desses festejos de São João, não costumam durar mais de uma tarde/noite.
     Talvez a maior celebração do ano seja o Carnaval, que além de ser um momento muito festivo, também é no mínimo curioso. Não sou muito fã desse período, mas sempre acabo indo nos blocos. Acho curioso o País parar uma semana inteira só para comemorações, e depois tudo volta ao normal. Todo mundo entra em clima de euforia, muitas vezes cometendo loucuras, e depois todos voltam a trabalhar ou estudar. Fui então pesquisar a origem dessa festa. Está ligada ao período da Quaresma, que são os 40 dias de jejum que antecedem a Semana Santa e ressurreição de Cristo. Na Quaresma, as pessoas devem estar em abstinência de carne e jejum de bebida e comida. O Carnaval então é a celebração que precede o início da Quaresma, e durante a folia as pessoas devem aproveitar e cometer excessos antes desse longo tempo de severidade religiosa. Ou seja, devem aproveitar e comer muita carne e consumir muita bebida alcoólica. É importante ressaltar que essa é a origem da festa  no ponto de vista da Igreja Católica, mas há registros anteriores dessa celebração na Babilônia e em Roma.
     O Carnaval com fantasias e desfiles começou no século XX, e Paris foi a grande mentora nessa inovação. A capital francesa foi a principal exportadora desse modelo e aqui no Brasil criou-se um estilo próprio, com desfiles de escola de samba, marchinhas e a relação quase que inseparável com o samba.
     O mais curioso é que poucos devem saber da origem dessa festa, mas o princípio é o mesmo, até hoje é um espaço para cometer excessos. Muitos vegetarianos devem pular Carnaval, e nem sabem que o ato de comer carne está na raiz do festejo. Hoje a folia ultrapassa até suas primeiras delimitações, pois a Quarta-Feira de Cinzas marca o início da Quaresma, e atualmente, pelo menos no Brasil, ainda tem muito bloco e marchinha depois da quarta-feira. A festa acaba e tudo volta ao normal, mas não há período mais longo de celebração que o Carnaval, que mesmo não sendo originário do nosso País, é uma das principais representações culturais brasileiras.
     Com todas essas análises, não se esqueçam, apesar de raízes históricas, religião e não sei mais o que, Carnaval é para curtir, e lembrem-se disso nos dias da festa. Uma celebração tão longa é o melhor momento para esquecer os problemas, mais do que em um ponto no vôlei ou em uma comemoração de gol em uma simples partida de futebol.   

Um comentário:

  1. Que interessante, muito legal. Não sabia da origem francesa desse formato da festa.

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