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Já estamos nos aproximando da
terceira década do século XXI. Quem imaginaria né? Depois de tantas e tantas
previsões apocalípticas. Mas, não podemos negar que as referências do século XX
ainda estão por aí. Acredito que as décadas de 1900, 1910, 1920, 1930, 1940, 1950, 1960, 1970, 1980 e 1990
deixaram um legado para quem as viveu e quem não as viveu, seja na música, nas
artes, no entretenimento, na culinária, nos estudos acadêmicos e tantos outros
pontos. Outros tempos no passado próximo
e passado distante também têm sua importância para a história. Porém, como
muitas pessoas vivas até hoje também estavam vivas no século XX, esse é mais
marcante na memória presente.
Eu nasci em 1989, vivi poucos
anos começando com os dígitos 1 e 9, mas ter presenciado a virada de um milênio
já foi uma grande experiência. Ao longo da vida, ouvimos muita coisa sobre as
décadas passadas, e como tudo mudou. Pessoas mais velhas e até pessoas da minha
idade se referem aos anos anteriores sem especificar o período, ou seja, ao
invés de dizer 1982, dizem só 82, ou ao invés de dizer 1976, dizem 76. Acho que
isso sempre me incomodou um pouco, mas é algo comum e não vai ser eu quem vai
mudar. É só curioso que, ao falarmos 76, podíamos estar nos referindo a 1876,
1776, 1676, mas a verdade é que sempre será referente à 1976, pois neste ano
estavam vivas muitas pessoas que até hoje estão entre nós, e por isso fica uma
proximidade maior. No século XXII, isso talvez mude, e 76 será abreviação de
2076, mas não posso garantir se a referência será a mesma. Hoje, quem viveu as
décadas do milênio passado refere-se a este período de maneira tão próxima que
nem especifica o século, mas isso é tão minúsculo quando pensamos em todo o
tempo que a humanidade já viveu, e em toda existência da Terra.
Ninguém é imortal, e não pode falar com total propriedade sobre períodos passados da história, como se vivesse
desde a Pré-História até os tempos atuais. Por isso, nossas referências do
passado, seja por nós mesmos ou por pessoas mais velhas, sempre serão um espaço
muito curto se comparado ao número de anos em que nosso planeta existe. Ao mesmo tempo, somos uma parte tão minúscula
do Universo, mas onde há vida, algo que sempre devemos exaltar e admirar. 
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