domingo, 15 de maio de 2011

Fui um pé quase quente hoje

      Nesse domingo, minha alegria foi quase completa. No RS, feliz pelo Internacional campeão, após um grande jogo no Estádio Olímpico em que os colorados venceram o Grêmio por 3 a 2 e levaram a decisão para os pênaltis. Na disputa, tensão para os dois lados, e o desfecho foi para a morte súbita e aí Adilson perdeu e Zé Roberto, ex-Botafogo, cobrou o pênalti que deu o 40º título gaúcho para o time vermelho.
       Em São Paulo, torci pelo Santos que conquistou um título merecido, é com certeza o melhor time paulista e confirmou isso ao vencer  o Corinthians na Vila Belmiro por 2 a 1, gols de Arouca e Neymar, com Morais descontando para o “Timão”. Em Goiás, feliz pelo bi do Atlético-GO e em Pernambuco contente pelo fim da supremacia do Sport e o título do Santa Cruz, 25º de sua história
         A decepção aconteceu em Minas Gerais, e por isso eu virei um pé quase quente nesse domingo, podemos dizer que fui um pé morno. O Atlético-MG tinha a vantagem do empate contra o Cruzeiro, mas uma vitória simples dava o título para a Raposa. No segundo tempo, Magno Alves tentou driblar o goleiro Fábio numa chance clara de gol, não fez o tento, e no contra ataque Wallyson marcou o primeiro gol do time azul, que faria mais um aos 41 com Gilberto selando o caneco para a equipe de Cuca. Um pequeno conforto para a torcida cruzeirense após a eliminação na Libertadores, e uma decepção para os atleticanos, que perderam as últimas três decisões de estadual para o rival. Torci mesmo pelo Galo, fiquei p..... com o Magno Alves, mas agora não há nada a fazer.
          Nem falo do meu time, empato um amistoso com o América-MG, parece que jogou bem não. Previsões nada boas para esse Campeonato Brasileiro.

Ceará parece o Sport de 2008

O Ceará não está jogando um futebol das mil maravilhas, mas a equipe  tem raça e é eficiente, dois fatores essenciais para ter eliminado o Flamengo. Agora na semi  da Copa do Brasil vai enfrentar o Coritiba, que surpreendeu a todos ao golear por 6 a 0 o Palmeiras nas quartas. Não sei, mas algo me diz que o Coxa não vai ser o campeão, mas sim o Vozão  ou o Avaí. Torço pelos cearenses na semifinal contra os paranaenses. No outro confronto, Vasco e Avaí. Como disse antes, acho que os catarinenses levam a melhor, mas vou torcer pelos cruzmaltinos, porque são cariocas.
Voltando ao alvinegro do nordeste, acho que este lembra o Sport em 2008, quando o time de Pernambuco conquistou a Copa do Brasil numa das campanhas mais brilhantes da competição . O Leão eliminou Palmeiras, Internacional, Vasco e ganhou do Corinthians na final. O Ceará só eliminou o Flamengo quando se fala de times grandes, mas faço a comparação entre os dois times nordestinos pela raça em que ambos jogaram em 2008 e 2011, e por isso acho que  o time de Wagner Mancini vai ser campeão, mas não sou bom em previsões. Então vascaínos, não achem que porque eu escrevi, o time de vocês não vai para final, e estou torcendo para que vá, mas vai ter que jogar muita bola, porque  o Avaí não tá pra brincadeira

sábado, 14 de maio de 2011

Thor foi ver Thor......

E gostou, apesar de ser um filme manjado, ou seja, você já sabe o que vai acontecer, o mocinho vai vencer o vilão. Mas mesmo assim curti, ainda porque foi a primeira vez que assisti um filme em 3D. No começo, a atuação de Chris Hemsworth não me convenceu, mais depois o ator foi incorporando mais o seu próprio personagem, principalmente nos momentos em que Thor se deparava com simples mortais, e os diferentes costumes entre o deus do trovão e os plebeus eram acentuados.
Curti também os efeitos especiais, principalmente numa das primeiras cenas, em que o herói do martelo e seus amigos partem para Jotunheim, planeta dos gigantes de gelo. Anthony Hopkins está muito bem no papel de Odin, pai de Thor, e Natalie Portman está razoável, o papel não exigiu tanto quanto em “Cisne Negro”. Muitos vão dizer que eu não contei a história do filme, claro que não, vão ver o filme para descobrirem! E, queria dizer também que o gigante enviado por Loki para matar Thor é muito parecido com o enorme robô de "O dia que a terra parou”. Muitos mais filmes chegarão no cinema este ano, acabei de descobrir que Tin Tin vai vir ainda em 2011, no mês de novembro.

domingo, 8 de maio de 2011

Vida de letra

Quem não queria ser a letra A? É a primeira de todas, e está presente em muitas e muitas palavras do português. Na brincadeira da forca, quando temos que descobrir qual é a resposta, a letra que todos dizem primeiro é o A. Este, muito metido, esbanja arrogância para as outras letras, gritando alta que é a primeira, e também a vogal nº 1, diz que é A de amado, de astuto, alma, alimento e assunto.
Lá, bem longe, estava triste o pobre do Z, de zero. Última letra, retardatária, afogava suas mágoas com o Y, penúltimo do alfabeto. Seu companheiro, ao invés de consolar, disse bem friamente:
- Sou uma das maravilhosas incógnitas matemáticas. Instigo os que resolvem os problemas, quero que me descubram, que achem o meu valor, mesmo que seja negativo sou aquilo que não foi encontrado. E tu, é o que, hein? Apenas a última letra, disse Y com sotaque, é um estrangeiro incorporado ao alfabeto português.
-Eu sou a letra que representa os números inteiros, e também posso ser incógnita, retrucou Z.
-O que me importa os números inteiros? Você é menos importante, também como incógnita, vem depois de mim e do X.
- Tão falando de que ai? exclamou o X.
- 24, posição 24, lalala, exclamam pequenas letras minúsculas que passam pelo X.
- Saiam daqui, infernais pequenas criaturas, vão procura um capslock pra aumentar vocês.
X sofria, era a letra na posição 24, que inferno.
-E tu num ri não em Z, chamo logo a Xuxa e te processo, afinal, o que seria da Xuxa sem o X, disse a letra, muito metida.
 -O que fellow, você é só o X, não processa nada, afirmou o Y.
-Quem processa sou eu, diz o P.
P, este deveria acabar com qualquer tipo de conflito, é a inicial da Paz, do Perdão. Ao invés disso, veio a outra personalidade . Venho o porra, o puta que pariu, o processo, o peido, o palavrão.
Tudo volta a ficar sem palavras. Z então olha  a imensidão de letras a sua frente, até chegar ao A. Todas são numeradas, e o Z, antes de 1990, era o número 23, depois, com a chegada de K, W e Y no alfabeto português, a última letra passou a ser a número 26.
-Sou muito mais brasileiro e muito mais aportuguesado do que esses novos integrantes que chegaram e ficaram na minha frente. Estou no Ziraldo, no Zé, no Zumbi dos Palmares. E esses novatos, entraram no ônibus e já querem sentar na janela? K então interrompe:
- Pare de falar asshole, lá de longe ouvi suas besteiras, estou cansado, muito nome para escrever, vocês brasileiros escrevem muito ok, ok, pra tudo, e não gosto de esse O colado comiga, muito redonda pra me gosto, não quero mais escutar nada sobre mim, disse K com um sotaque forte .
- Estou aqui muito antes de você, tu é de fora, tenha mais respeito, exclamou o Z.
-Olha que sou a letra do kill hein.
-Aqui é o M, de matar, e não K.
- Fuck You Man, sinto falta de uma palavrão como fuck, era muito escrito nos States, disse K.
- Ouvi meu nome? disse M.
- Nada não.
- Ninguém mente para o M, afinal de contas, eu sou a inicial da mentira, logo, ninguém a entende melhor do que eu. O que vocês resmungaram sobre mim ai?
- Disse que aqui matar é com M, e não com K, como tinha dito esse infeliz.
-Pois é, pobre de mim, foi nascer como inicial de matar, morrer, morte. E aqui money é com D de dinheiro, aquele desgraçado do D, roubou minha palavra. Fiquei pobre, e tenho duas corcovas para sustentar!
-Ueh, mas M é de milhão também, de mil.
-Pois é, mas ai vai tudo pro P de pobre, pro C de Carente, pro F de fudido.
- Mas tu é do miserável também ueh.
-Miserável é xingamento, e não um adjetivo prum coitado!
W interfere na conversa, e fala diretamente para o Z:

-Olha rapaz, estou aqui a dizer que não devias ter inveja de mim só porque estou na frente, olha o que acontece fellow, esse louco de Wellington causou uma estrago em meu reputação. Todos estão a pensar que eu sou uma psicopata, mas não sou, sou apenas uma V duplicada, disse a letra com sotaque acentuado.
Z não respondeu, apenas olhou. De longe estava ele, o A, com uma pose de fodão. Pois é, nem o F podia ser foda como o A. O A nem olhava na cara dos outros, vagava pelo alfabeto, e depois voltava para o seu lugar, o primeiro da fila. Diziam que gostava de andar para chamar atenção, sim, a atenção, ou andar com ar de arrogante.
Z estava irritado pelo aumento das taxas de alfabetismo. Queria uma sociedade analfabeta, e assim, as letras não teriam importância, seriam iguais. Pensava num alfabeto igualitário, sem regalias, com igualdade, palavras para todos, sem discriminação. Viva ao analfabetismo!
É assustado pelo o S, que, muito do sacana, sacaneia:
-Para de pensar rapá, tu tem que mais é dormi, o zzzzzzzzzzzzz, uahahahha.
-Não enche!
- Não enche é? Que educadinho! Nem palavrão tem pra xingar, uahahaha.
- Tu também não tem!
-Claro que tenho, o que seria do vai se f...., caso não existisse o SE. Eu tenho suma importância, e tu, xinga com que? Zarolho? Uahhahaha.
- Zarpa daqui!
E sai rastejando a serpente S em busca de um sonho, ou serenata de sacanagem.
Z contempla as outras letras à frente, muitas badernas, novas palavras sendo formadas, vizinhos querendo posições dianteiras no alfabeto. U chora pelo trema que já não existe, amigo de tanta freqüência, que agora virou frequência. Outro lamento mais alto vem de longe, provavelmente dentre as primeiras dez primeiras posições, pensou Z.
Era sim, venho do H, que lamentava por ser uma letra muda, no português.
-Por que, meu alfabeto, por que sou tão mudo em terras tupiniquins? Lá nos States ou na terra da rainha tenho um som tão HIT, e aqui sou quieto como uma hesitação.

Lá de cima, fala alto o senhor alfabeto:
- Meu filho H,  te mandei para a versão portuguesa  com o intuito representar o silêncio, que às vezes pode ser a melhor resposta para qualquer outra palavra. O silêncio é um mal necessário meu filho, mas lembre que, tu és a letra do Homem, aquele que escreve e quem me criou.
- H não se conformou, continuou a se lamentar pela quietude. Z não quis comentar, mas dali viu que as letras tinham seus problemas, nenhuma podia ser perfeita. Ali perto do H, estava o J, coitado, início de Judas e de toda uma judiação.
- Pense bem H, talvez o alfabeto tenha razão, foram botar um som pra você e tu foi criar logo o Hitler, disse a última letra do alfabeto.
-Sai daqui, inferior das camadas de baixo, sou daqui de cima, tenha mais respeito.
- Inferior? Eu tenho som pelo menos.
H com uma face horrorosa, saiu de uma forma horrenda e foi se isolar como um herói sem honra. Z ganhava mais confiança, via que as letras tinham problemas, traumas, perseguições. Mas se você existe, então por algum motivo você esta lá. Nunca precisou de acentos ou de dígrafos para ser mais forte.  E daí que era o último? Isso não o fazia pior que ninguém.
Um Z bem grande de Zorro aparece riscando, e ele se lembra do seu herói mais famoso, que fazia com a espada a forma bem grande de Z pelos locais que passava.
Lá de cima voltava a voz da sabedoria, o senhor alfabeto:
- Te coloquei por último Z, mas tu já fizeste um herói como Zorro, que inspira pelo menos dias melhores para os outros, não sabe o bem que faz um herói para as crianças. Não são todas as letras que possuem essa marca. Todas possuem problemas, achas que o A é perfeito? A também criou a arrogância, criou o pecado tolo da avareza e o xingamento que eu gosto muito: anta!
A abaixa a cabeça e sai de fininho. Toda pose foi embora.
- O senhor alfabeto fez uma pausa, e disse mais descontraído:
 -Além do mais, mané, tu também é a letra de Zeus, o deus todo poderoso, para de reclamar ai meu filho.
Z ergue a cabeça e zarpa, vida de letra agora tem sentido.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Libertadores nada, agora são caçadores que estão acabando com os patos

Os “patos”, ou seja, times mais fáceis de vencer, são mais raros na Taça Libertadores da América. Juro que não falo isso pela terrível noite de quarta-feira para o futebol brasileiro, em que quatro times nacionais foram eliminados e agora só  o Santos representa o país do futebol nas quartas de final.
Há uns dois ou três anos que times oriundos de países com pouca tradição no futebol vem complicando a vida de brasileiros e argentinos. Recordo-me de um sufoco que o São Paulo passou para eliminar o Universitário do Peru no ano passado, pelas oitavas, foi nos pênaltis após dois empates em 0 a 0, e a imprensa toda dava como certa uma classificação fácil do tricolor paulista. Ou a própria LDU, hoje uma equipe respeitada e temida pelo futebol brasileiro, mesmo com toda a desculpa da altitude.
Eu também dava como certa a classificação do Cruzeiro nessa quarta, foi a eliminação que mais me surpreendeu. Perdeu pro Once Caldas da Colômbia, que já foi campeão sul-americano, mas cá pra nós, não é um grande time. Estava torcendo pela Raposa, por que gosto do Cuca, mas o cara é azarado mesmo em, e ainda agrediu o Rentería, talvez por ser difícil aceitar a desclassificação que parecia já garantida, e Deborah Secco na platéia assistindo tudo e lamentando a expulsão do marido Roger.
Penãrol não é pato, não acho que foi total surpresa eliminar o Inter, os times uruguaios sempre foram parada dura contra os brasileiros. O Fluminense foi apático e mereceu perder, para o Libertad. Já era esperada a eliminação do Grêmio pela derrota no jogo de ida.
A conclusão disso tudo é que a Libertadores, considerada uma competição difícil, tá mais complicada ainda, e não há mais espaço pra cadeira de acomodação, agora botem uma elétrica pros times se ligarem. A piada foi péssima, mas a idéia foi transmitida.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Morte, há muito tempo, é comemorada

Muitos estão criticando as celebrações estadunidenses pela “morte” do mais famoso inimigo do Tio Sam. Concordo com todos, acho errado saírem pelas ruas sorrindo e cantando pelo falecimento de um ser humano. No entanto, parece que não é de hoje que os Estados Unidos apreciam uma mortezinha.
É impressionante como o cinema dos “States” gosta de matar gente. Os de ação devem aniquilar uns 20, às vezes em uma cena uns 40 batem as botas. Não quero aqui bancar o politicamente correto, os filmes não são reais, mas creio que toda essa “mortalidade cinéfila” influencia no pensamento de uma população. E não apenas da sociedade estadunidense, mas de outros países, pela abrangência que os filmes do Tio Sam tem pelo mundo afora. Steven Seagal, por exemplo, deve ter perdido a conta de quantos figurantes já matou nas produções que atuou.
Botei morte entre aspas no 1º parágrafo porque ainda não acreditei na partida de Osama. Esse troço todo de DNA e foto não me convenceu. Já penso se o cara aparece vivinho da silva em alguma TV do Oriente Médio, o que vai ser do Barack? Este está decepcionando cada vez mais, mas queria ressaltar que, para aqueles que esperavam mudanças radicais no governo de Obama, é muito difícil se desvincular dos vícios de um governo anterior, no caso a terrível era Bush. O presidente dos EUA ganhou uma herança maldita e de peso de seu antecessor, tanto politicamente quanto economicamente. Bush instalou a política do medo e da tortura, e em quatro anos seria muito complicado Barack acabar com tudo que estava antes. Talvez em oito anos consiga.